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Infinitas mutações

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Crise

Falando sobre a Síndrome do Pânico, um texto grande, mas...
Resolvi escrever sobre a síndrome do pânico, para ajudar as pessoas que convivem com esse problema, para tentar entendê-lo e encará-lo de frente, ao contrário do que muitos dizem, não sinto vergonha, nem temor em conversar sobre a SP, não esperem encontrar aqui relatos médicos, nem científicos, esse não é o caso, meu relato é de uma pessoa que convive com a síndrome há mais de 20 anos. Tudo começou quando eu tinha 11 anos. Certa noite; Acordei assustada, coração acelerado, chorando e sentindo medo, muito medo, medo da morte, gritando que iria morrer. Minha família não entendeu, pois o assunto não era conhecido na época, me lembro de ter tido umas quatro crises. Anos depois lendo uma revista vi uma reportagem, e por coincidência ou não, falava sobre tudo aquilo que eu tinha vivido na infância, e foi ai, que eu entendi o que tinha se passado comigo, até ai tudo bem, não dei muita atenção ao assunto, até porque eu já não tinha mais nenhuma crise mesmo. Anos depois(eu já nem lembrava mais da tal reportagem), acordei com o coração acelerado, suando frio, tentava ficar calma, respirava fundo e nada. Lembrei da minha primeira crise, foi como se eu tivesse revivendo o passado, não entendia o que estava acontecendo. Depois de algum tempo, consegui dormir. Pensei que tivesse sido uma crise nervosa já que eu estava passado por um momento complicado. Fiquei 3 meses sem sentir nada, mas novamente depois desse tempo, exatamente em plena madrugada fui surprendida por mais uma crise, essa foi terrível, comecei a sentir falta de ar, taquicardia, sudorese, náuseas, angústia, desmaios, uma forte pressão na cabeça, pensamentos confusos não conseguia assimilar nada o que eu falava, um medo terrível de morrer. Inexplicável, chorava e procurava ajuda, queria respirar e não conseguia o ar me faltava cada vez mais, idas e vindas ao banheiro, agonia, nervoso, ansiedade, pés e mãos gelados, um total pesadelo.
A partir daí as crises tornaram-se mais fortes e constantes, comecei a sentir medo de tudo, de sair e passar mal em algum lugar( certa vez passei mal em um ônibus), de ficar sozinha em casa, de morrer a qualquer momento, até uma simples reportagem era motivo para desencadear uma nova crise.
Procurei um médico cardiologista, todos os exames foram feitos e nada foi constatado, mas na verdade só queria uma confirmação, do que eu já sabia. Procurei então o tão temido ‘ psiquiatra’ ao contrário do que muitos pensam, não é o medico dos loucos, e sim o que trata das emoções humanas... Então ao chegar ao consultório a primeira coisa que ele me perguntou: Qual tinha sido o motivo da minha ida até lá. E eu respondi: Precisava de tratamento, pois tinha Síndrome do Pânico... Ele me deu um largo sorriso e disse: Que bom. Afinal eu já sabia o diagnóstico da doença, assim seria mais fácil curá-la... a partir daí, fiz e continuo fazendo todo o tratamento, me informo sobre o assunto, e acima de tudo não tenho medo de falar abertamente sobre isso com qualquer pessoa, afinal não conseguirei superar meus problemas , se não encarar meus medos de frente. Antes de julgar ou tachar alguém de “fresco e louco” coloque-se no lugar dele e desarme-se de seus preconceitos, informe-se sobre o assunto e procure ajudar á alguém que luta sozinho contra o desconhecido, afinal a SP não escolhe sexo, religião, posição social, hora ou lugar para acontecer
Qualquer pessoa em algum momento, pode passar por isso, basta que esteja vivo.

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